Nos dias 21 e 22 de outubro de 2026, o WTC Events Center, em São Paulo, foi o epicentro do debate mais qualificado sobre cibersegurança no Brasil. O Security Leaders Nacional 2026 reuniu mais de 160 CISOs e líderes de segurança em dois dias densos de painéis, casos reais e conversas que raramente acontecem fora desse tipo de ambiente.
A RSec, como empresa de cibersegurança com atuação em diferentes países nas Américas, acompanhou de perto os temas que dominaram o congresso, e o que foi debatido reflete exatamente os desafios que encontramos no dia a dia com nossos clientes.
Neste artigo, reunimos os pontos mais relevantes para quem não pôde estar lá ou quer aprofundar a reflexão sobre o que foi discutido.
A Inteligência Artificial entrou de vez na disputa: defesa e ataque no Security Leaders Nacional 2026
Se havia alguma dúvida sobre o papel da IA generativa no cenário de ameaças, o evento a dissipou com dados concretos.
O crime cibernético evoluiu: campanhas de phishing hiper-realistas, malwares com capacidade de mutação automática e automação de ataques em escala são realidade operacional para os grupos adversários mais sofisticados.
Do lado da defesa, os CISOs presentes compartilharam como estão usando IA para automatizar a detecção de ameaças e comprimir o tempo de resposta a incidentes. A velocidade, aqui, é tudo, e quem ainda depende de processos manuais está em desvantagem estrutural.
Um ponto que gerou debate intenso foi a governança de IA dentro das organizações. Colaboradores usando ferramentas públicas de IA generativa no ambiente corporativo podem, sem intenção, expor dados sensíveis da empresa. A ausência de políticas claras sobre o uso dessas ferramentas é um vetor de risco novo, e ainda pouco tratado nos programas de segurança.
A RSec já incorpora esse vetor nas avaliações de maturidade que conduz com seus clientes.
O fator humano ainda é o elo mais fraco, e o mais estratégico
A tecnologia avança, mas o ser humano continua sendo o ponto de entrada preferido dos atacantes. Os painéis do Security Leaders Nacional 2026 foram diretos: tecnologia sem cultura de segurança falha. A questão não é mais se a empresa tem antivírus ou firewall, é se as pessoas sabem como agir diante de uma tentativa de engenharia social.
A mudança de paradigma que o evento sinalizou é significativa: saímos do modelo de treinamentos de conformidade, aqueles módulos obrigatórios que ninguém leva a sério, para a construção de uma cultura real de resiliência cibernética. Isso muda o papel do RH, da comunicação interna e da liderança executiva dentro do programa de segurança.
Um alerta específico que ganhou destaque foi o crescimento das fraudes por deepfake de voz e vídeo. O chamado Business Email Compromise evoluiu: hoje, um executivo pode receber uma ligação com a voz sintética do seu CEO pedindo uma transferência urgente.
Esse é um vetor onde a conscientização e treinamento em cibersegurança para empresas deixa de ser item opcional para se tornar controle crítico. Plataformas como a KnowBe4 têm sido fundamentais nesse processo, permitindo simulações realistas que constroem reflexo de segurança nas equipes.
A ameaça quântica não é ficção científica, o congresso soou o alarme
Computadores quânticos com capacidade comercial ainda não são realidade, mas isso não significa que o risco seja futuro. Um dos painéis mais densos do evento tratou da estratégia conhecida como “Store Now, Decrypt Later”: grupos adversários já estão capturando dados criptografados hoje, com a intenção de decifrá-los quando a computação quântica tornar os algoritmos atuais obsoletos.
CISOs de grandes instituições financeiras e de tecnologia confirmaram que já iniciaram o mapeamento para adoção de criptografia pós-quântica (PQC). O NIST finalizou os primeiros padrões de algoritmos pós-quânticos e o processo de migração criptográfica nas organizações é longo, o que torna urgente começar agora.
A mensagem do evento foi clara: quem não planejou a transição para PQC hoje terá custos muito maiores amanhã, tanto financeiros quanto regulatórios.
Nuvem, multicloud e a segurança da cadeia de fornecedores
A fragmentação dos ecossistemas corporativos em múltiplos ambientes de nuvem ampliou dramaticamente a superfície de ataque. Os debates sobre segurança em ambientes multicloud evidenciaram um desafio que muitas organizações ainda subestimam: manter visibilidade e conformidade quando os dados e as cargas de trabalho estão distribuídos entre AWS, Azure, GCP e ambientes on-premise simultaneamente.
Mas o tema que mais chamou atenção foi a gestão de riscos de terceiros, o chamado Supply Chain Security. A lógica é simples e brutal: uma organização é tão segura quanto o fornecedor mais vulnerável conectado à sua rede. Incidentes originados na cadeia de fornecimento têm sido vetores crescentes de ataques sofisticados, e os controles tradicionais de perímetro simplesmente não alcançam esse risco.
A soluções de cybersecurity para empresas que a RSec implementa incluem abordagens específicas para esses ambientes complexos, com foco em visibilidade contínua, gestão de identidades e controle de acessos em arquiteturas distribuídas.
O CISO virou executivo de negócios, e o Security Leaders Nacional 2026 confirmou essa transformação
Talvez a transformação mais relevante documentada no evento seja comportamental e estrutural: o CISO moderno não é mais um gestor técnico. É um executivo que traduz risco cibernético em impacto financeiro, reputacional e de continuidade para o Board de Diretores.
O networking entre profissionais de finanças, saúde, varejo e utilities revelou um denominador comum: todos precisam justificar investimentos em segurança com linguagem de negócios. Não é sobre vulnerabilidades e CVEs, é sobre custo de um incidente, tempo de indisponibilidade, exposição regulatória sob a LGPD e impacto na confiança dos clientes.
Essa é exatamente a linguagem que a RSec pratica na consultoria de cibersegurança para empresas: apoiar o CISO tanto no diagnóstico técnico aprofundado quanto na comunicação com a alta direção, garantindo que o programa de segurança tenha suporte executivo e recursos compatíveis com o risco real.
Se você acompanhou outros eventos do setor este ano, como o Mind The Sec 2026 e a Exposec 2026, vai perceber que os temas do Security Leaders Nacional 2026 não são isolados, eles formam um diagnóstico consistente sobre onde o setor está e para onde precisa ir. Confira também um panorama completo dos principais eventos de cibersegurança do ano para uma visão integrada das tendências.
O que o Security Leaders Nacional 2026 deixou como legado para as organizações brasileiras?
A mensagem central do evento pode ser resumida em uma frase: cibersegurança não é mais só tecnologia, é estratégia, cultura, governança e continuidade de negócio. Os cinco temas que dominaram os painéis, IA generativa, fator humano, ameaça quântica, segurança em nuvem e papel do CISO, formam um mapa das prioridades que toda organização com algum nível de maturidade digital precisa endereçar.
Não se trata de ter todas as respostas agora. Trata-se de saber onde você está, para onde precisa ir e quais são os passos mais urgentes nessa jornada.
Se os temas debatidos no Security Leaders Nacional 2026 ressoam com os desafios que sua organização enfrenta, a RSec pode apoiar sua jornada de maturidade em cibersegurança, do diagnóstico ao roadmap de implementação.
Perguntas Frequentes sobre o Security Leaders Nacional 2026
O que é o Security Leaders Nacional 2026?
O Security Leaders Nacional 2026 é o principal congresso de cibersegurança do Brasil, realizado nos dias 21 e 22 de outubro de 2026 no WTC Events Center, em São Paulo. O evento reuniu mais de 160 CISOs e líderes de segurança para debater os principais desafios e tendências do setor, incluindo inteligência artificial, ameaças quânticas, cultura de segurança e o papel estratégico do CISO nas organizações.
Quais foram os principais temas debatidos no evento?
Os cinco grandes temas que dominaram o Security Leaders Nacional 2026 foram: o uso de IA generativa no ataque e na defesa cibernética; a importância do fator humano e da cultura de segurança; a ameaça quântica e a criptografia pós-quântica; segurança em ambientes multicloud e gestão de riscos na cadeia de fornecedores; e a transformação do CISO em executivo estratégico de negócios.
O que é a estratégia “Store Now, Decrypt Later”?
É uma estratégia já utilizada por grupos adversários sofisticados que consiste em capturar e armazenar dados criptografados hoje, com a intenção de decifrá-los no futuro, quando computadores quânticos tornarem os algoritmos de criptografia atuais obsoletos. Esse risco torna urgente o planejamento para adoção de criptografia pós-quântica (PQC) nas organizações, mesmo que a ameaça quântica plena ainda não seja imediata.
Por que a gestão de riscos de terceiros foi destaque no congresso?
Porque os incidentes originados na cadeia de fornecedores, o chamado Supply Chain Security, têm sido vetores crescentes de ataques sofisticados. Uma organização pode ter controles internos robustos e ainda assim ser comprometida por uma vulnerabilidade em um fornecedor conectado à sua rede. O evento reforçou que a superfície de ataque moderna vai muito além do perímetro interno da empresa.